TABÁREZ , exemplo de respeito

 

A Copa do Mundo é uma permanente procura de personagens.

E eles podem estar em qualquer lugar.

Nas arquibancadas, nas ruas , nos bares, nos aeroportos ou nos campos de jogo…

Nem tanto nas concentrações e campos de treinamento, afinal, o padrão é o “fechamento” quase total.

Um dos personagens especiais deste mundial é Oscar Tabárez, treinador do Uruguai.

Não só pela sua competência desde 2006 quando assumiu  a “formação” dos jogadores.

Diego Forlan disse à imprensa americana que ” Tabárez tinha como um dos objetivos quando assumiu a área de formação dos jogadores, convertê-los em cidadãos de bem ” .

O mestre Tabarez deu aulas de história, geografia e belas artes.

Comandou visitas a museus e aos teatros, falava de música clássica e botânica.

Disse à imprensa portuguesa que “os jovens poderiam obter bons contratos e ganhar muito prestigio, mas certas coisas só alcançariam se jogassem pelo Uruguai” .

Tabárez, 71, foi diagnosticado há dois anos com síndrome de Guillain-Barré .

É uma doença crônica e afeta os nervos periféricos.

Mas, não o impede trabaljhar, mesmo com grande dificuldade.

Usa a bengala não pela idade, mas pela doença.

A bengala já fez parte essencial da indumentária masculina.

Nas décadas de 1920 e 1930, todo homem elegante usava chapéu e bengala.

Não é o caso de Tabarez.

O mestre Tabárez inspira respeito.

Comanda jogadores consagrados e é admirado por eles.

Em momento de grande emoção, faz um esforço ajudado pela bengala, para comemorar um gol da sua seleção.

É um personagem muito especial.

El Maestro , dizem os uruguaios, devolveu o orgulho a um povo que adora futebol.

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